Depressão: O que é a depressão e como a hipnose clínica pode ajudar neste caso?


Há quem diga que a depressão seja genética, ou seja, passada de geração a geração, o que não é verdade. Para exemplificar, o hipnoterapeuta do nosso Portal, Alan Nicolini, faz a seguinte analogia:

"Uma pessoa que nasce com herança genética de diabetes na região da Àfrica, onde o consumo de açúcar e carboidratos são baixíssimos, dará condições de desenvolver esse gene em seu organismo? Não por este motivo! Ou seja, se paramos para pensar, podemos dizer que o gene só evolui em estado se o nosso organismo der condições, logo a depressão também não pode ser qualificada sob o viés da genética".

Alan explica que a depressão é como um aglomerado de emoções negativas, que assim se acumulam quando o estado emocional da pessoa está fragilizado, o que por si só já abre espaço para uma série de consequências, tais como:


  • Vontade de ficar apenas em casa (isolado);

  • Dificuldade e falta de ânimo para se relacionar com familiares e amigos;

  • Tendência à procrastinação;

  • Desestímulo - a pessoa tendencia a ficar a maior parte do tempo deitada ou dormindo, sente uma tristeza profunda (até mesmo sem saber o porquê), e algumas vezes pode até mesmo perder a vontade de viver.


A diferença entre a tristeza e a depressão


Diferentemente da tristeza, que é pontual, a depressão persiste por um longo tempo, podendo este ser até mesmo durante toda vida, se não tratada adequadamente.


Logo, o hipnoteraupa Alan Nicolini (especialista em Hipnose Clínica) explica que:


"Se você perceber que o seu sentimento de tristeza (ou similar) insiste em ficar e você não está a conseguir sair dessa, procure ajuda profissional, pois este é sim um indício de depressão".

E eis uma das principais diferenças entre um sentimento de tristeza e a depressão: o tempo que esta sensação demora para passar.


Quais são os principais sintomas da depressão?


É comum que pessoas que passam por um quadro de depressão apresentem características em comum. Abaixo o Alan elencou algumas para ajudar na identificação:


  • Baixa autoestima;

  • Apatia;

  • Falta de motivação;

  • Medos que antes não existiam;

  • Dificuldade de concentração;

  • Perda ou aumento de apetite;

  • Alto grau de pessímismo;

  • Alto índice de Indecisão;

  • Alto índice de insegurança;

  • Insônia constante;

  • Falta de vontade de fazer atividades que antes eram prazerosas para o indivíduo;

  • Sensação constante de "vazio";

  • Picos de irritabilidade constantes;

  • Perda no desempenho do raciocínio (mais lento);

  • Picos de esquecimento;

  • Aumento da ansiedade;

  • Sensação intermitente de angústia;

  • Vontade de morrer.


Há diversos outros sinais, contudo o hipnotetapeuta considera a lista acima um bom caminho para o autoconhecimento (não para o autodiagnóstico - procure um médico para tanto).


Alan Nicolini explica que tais sensações duradouras ocorrem/persistem por diversos motivos, sendo as raízes mais comuns, avaliadas em suas sessões de hipnose clínica, as seguintes:


  • Traumas de infância ou traumas na vida adulta;

  • Acontecimentos que marcaram, ou que trouxeram sentimentos ruins como as frustrações;

  • Situações que trouxeram ao indivíduo uma sensação de fracasso;

  • Questões de amor não correspondido;

  • Lutos;

Neste nosso PODERcast, o hipnoterapeuta aborda a depressão sob o viés da hipnose - recomendamos a audição.


Como um trauma de infância pode atrapalhar a sua vida adulta?


O hionoterapeuta Alan Nicolini também gravou este PODERcast (podcast do Portal O Tarot da Bru), abordando o tema traumas de infância. Vale adicionar à sua playlist!


A neurociência explica que durante os primeiros oito anos de nossas vidas, o nosso cérebro opera no modo inconsiente. Isso porquê a consciência (ou modo consiente) se forma apenas quando o indivíduo passa a compreender e aplicar o discernimento em suas ações e pensamentos - que todos sabemos, não ocorre na infância em grande escala.


Logo, tudo o que uma criança experencia nesta faixa etária fica registrado no mais poderoso arquivo do nosso cérebro: o subconsciente.


Diferentemente do nosso consciente, que nós acessamos com facilidade (onde deixei minhas chaves? Ah, lembrei!), o subconsciente é como a caixa-preta do avião (restrita, de difícil acesso e com os registros mais importantes para identificar problemas, se da ocorrência). E é justamente este ponto que requer atenção, em especial na hora de submeter uma criança à situações traumáticas como "brigas de adultos". Por isso, tenha cuidado com o que você escolhe registrar na "caixa-preta" do seu filho, ok?


Para exemplicar a força que os registros do subconsciente criados no passado têm sob o consciente do presente, o hipnoterapeuta Alan Nicolini dá um seguinte exemplo e presta a seguinte explicação acerca do mesmo:


Em algum momento de nossas vidas, principalmente entre zero e oito anos de idade - período onde somos apenas subconsciente - é comum que situações frustrantes aconteçam conosco, como por exemplo atos de bullyng, preseciamento de brigas entre os pais, conflitos com outras crianças, presenciamento de pais que têm problemas com drogas ou álcool, entre outras situações que podem se instaurar como traumas de infância em nossa mente.


É importante que nos conscientizemos que: cada um de nós temos sensações e pensamentos diferentes, ou seja, de maneira singular, por isso o que pode ser um trauma para você pode não ser para o outro e, portanto, é necessário que aprendamos a não julgar a dor alheia.


Contudo, em especial durante a nossa infância, e pelo fato de sermos muito novos e não termos a capacidade de discernimento para entender o que de fato está a acontecer (durante um episódio traumático, por exemplo), acabamos por registrar no nosso subconsciente aquelea sensação de acordo com a forma como nos sentimos quando expostos ao mesmo - mesmo sem sequer entender a questão como um todo, enquanto crianças. E é exatamente assim que estabelecemos crenças negativas e percepcões de mundo muitas vezes equivocadas e que futuramente nos trarão dificuldades comportamentais.


“Imaginemos o exemplo de um rapaz que cresceu em um ambiente familiar onde o pai sofria com a dependência química e que constantemente chegava em casa alterado, agredia a esposa, brigava com todos os familiares presentes, causando um verdadeiro colapso familiar. Para esta criança, que presenciou tais cenas, sentimentos como incapacidade de resolver algo, impotência, tristeza e revolta são "normais", e geraram (na época) um poderoso registro negativo em seu subconsciente.


Os anos se passaram e essa criança cresceu, e já na fase da adolescência, vivênciou novos eventos (uma desilusão amorosa ou um fracasso profissional, por exemplo) e que trouxeram à tona aquelas mesmas sensações negativas vividas na infância, só que dessa vez reforçando as mesmas crenças negativas (você é impotente/você nasceu para passar por tristezas/você não consegue evitar o colapso, por exemplo). E é justamente neste reforço de crenças negativas, instauradas pelos traumas de infância, que habita o bichinho da depressão."


Logo, neste exemplo, a depressão é um reflexo potencializado de traumas vividos durante a infância. Percebe?


Como a hipnose pode ajudar em casos de depressão e traumas de infância?


A hipnose clínica possui um viés muito importante que é a capacidade de prover ao cliente terapias por vídeochamada com o intuito de meditação guiaga - ou seja, você deve estar relaxado e em um local silencioso, fechar os seus olhos e usar a sua imaginação para seguir os comandos dados pelo hipnoterapeuta.


Esta jornada imaginária, guiada por um especialista em hipnose habilitado para tanto, como é o caso do Alan Nicolini no Portal O Tarot da Bru, é aplicada com comandos profissionais específicos, de acordo com o protocolo definido pelo hipnoterapeuta durante a sessão de Anamnese (pré-sessão entre o hipnoterapeuta e cliente, onde em um bate-papo o cliente conta o que o acomete para que o profissional de hipnose defina o passo-a-passo da sessão).


Através dos protocolos de hipnose clínica aplicados, o hipnoterapeuta guia o cliente até o(s) momento(s) que causaram detetminado(s) trauma(s) - e por esse motivo a hipnose também é conhecida como regressão -, mas desta vez, quem está a olhar para o trauma registrado no seu subconsciente não é mais aquela criança que registrou aquela sensação (crença negativa), sem sequer ter o poder do discernimento. Não! Agora quem revive aquele trauma é você já adulto, que tem a oportunidade de ressignificar o ocorrido (pois agora sim você tem discernimento) e pode modificar este gatilho emocional transformando-o em uma crença positiva".


É fantástico!


Muitas das nossas dificuldades da fase adulta estão intimamente relacionadas com as dores registradas durante a infância. Que quando acumuladas e não observadas com atenção podem sim expor o indivíduo à depressão, ainda que no futuro.


É importante lembrar que: a hipnose não trata a depressão, o tratamento deve ser feito por médico especializado - o hipnoterapêuta nem sempre é um médico. -, a hipnose auxilia a ressignificar a causa da depressão, o que por consequência acaba por reforçar o quesito "retomada de consciência" para o enfrentamento da doença do século XXI.


Esperamos ter te ajudado a entender um pouco mais sobre o "que é depressão", "quais são os sintomas da depressão" e sobre "como a hipnose clínica pode ajudar em casos de depressão".





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