Tarot Mediúnico - O que é? Como funciona? E como não se enganar!


Para começar este artigo de forma objetiva acho justo explicar que: todos somos Médiuns.


Caso você acredite ou se interesse por esta linha de estudos holísticos, chegará a uma mesma conclusão, seja ao ler o livro dos espíritos ou a Bíblia Sagrada. Pois uma vez que cremos que somos todos a imagem e semelhança do Pai Maior (Deus/Olorum/Independente da nomenclatura que você usa para definí-Lo) somos, portanto, todos parte e conexão do plano superior. Ora!


O trabalho e a dedicação de um Médium praticante


Existem, claro, aqueles médiuns que se dedicam a conhecer mais e a buscar o caminho da conexão (este último que é individual e com aprendizado singular, ou seja, cada um encontra a sua própria forma), e que como tudo em nossas vidas: quanto mais treinamos e nos dedicamos a algo, mais próximos do objetivo estamos.


Por isso há pessoas que, devido à prática, encontram-se mais abertas/ conseguem canalizar de forma mais assertiva mensagens e orientações dos planos astrais - como é o meu caso e o caso de muitas outras pessoas que se prestam a esta real responsabilidade.


Porém, ter esta abertura não faz de mim, ou de quem quer que seja, maior ou melhor que os demais - somos todos igualmente capazes.


Na analogia de que um engenheiro assim se torna devido ao fato de que no passado identificou uma habilidade e decidiu se capacitar para tanto, assim são também os médiuns que praticam de forma séria e comprometida a sua função.


Eu não gosto de dizer que Médium é uma profissão, apesar de haver na legislação de alguns países esta regulamentação trabalhista. Na minha concepção, ser um médium praticante é uma missão a ser trabalhada (e portanto remunerada*, se feita de forma séria e com o intuito de ajudar o outro a alcançar o seu próprio poder de evolução - *quando dentro da cultura holística).


O poder do acreditar: creio logo existe


O cigano Ygor de Mendonza, guia astral que me acompanha e quem me dá a condição para jogar o Tarot por ele e minha mentora, explica que:

"Tudo aquilo que a nossa mente dá condição de existência passa a ser real. Pois se existe para nós e se somos nós o nosso próprio Universo, logo o que cremos existe para o nosso Mundo."

Por isso, se você tem medo de voar de avião, por exemplo, o avião passa a ser um objeto de fobia - e quanto mais as outras pessoas se convencem deste seu pavor, mais o avião perde a função original de ser um transporte aéreo e passa a se tornar uma ameaça.


A mesma analogia uso agora para falar sobre amarrações amorosas, trabalhos espirituais, a força da inveja (dizemos no Brasil "olho gordo"), banho de ervas, benzimento, o poder da oração, etc. A forma como você acredita na eficácia de cada um destes atos mencionados dá a condição para que eles existam, logo você passa a temer ou a endossar a "magia" que existe nestes e isso passa sim a te prejudicar ou ajudar - pois é você quem dá condição para isso existir.


Percebe agora o quanto o Alan Nicolini, nosso hipnoterapeuta do Portal O Tarot da Bru, está certo quando diz que precisamos quebrar as nossas crenças limitantes? Ele colaborou com a produção deste artigo sobre como funciona a Hipnose , que mostra os pontos em comum entre ciência e fé: a crença e a prática.


Por isso, se você dá condição de acreditar que a sua vida está travada por conta de um trabalho espiritual, possivelmente ao ouvir isso de alguém que se diz Médium praticante, se assustará.


Ou, na melhor hipótese, você tem neste instante um excelente argumento para quebrar esta crença limitante e observar com olhos mais terrenos o fato de que, talvez, você esteja apenas a querer justificar as suas falhas com argumentos como este.


"Se calhar, a vida é uma escola de escolhas".

A mediunidade tem vínculo religioso?


Eu, Bru, não acho correto afirmar que o fator mediunidade tenha vínculo somente com religião (doutrina). E explico o meu ponto de vista para a sua análise:


A religião é uma escolha de doutrina que cada um de nós temos a opção de fazer ou não. Claro que doutrinas comprometidas com o desenvolvimento mediúnico educam os médiuns a fim de ampliarem a corrente de bem, entretanto, não considero correto afirmar que um médium que é parte atuante de um templo, por exemplo, tenha maior habilitação para o exercício do bem do que um médium que optou por estudar e se aperfeiçoar em meios paralelos confiáveis.


Óbvio, se um médium quer ler qual é o "Orixá de cabeça" de alguém, por exemplo, o mesmo deve sim ter habilitação de sacerdócio (há cursos homologados na Federação de Umbanda e Candomblé, por exemplo e que são destinados à praticantes que já tenham bagagem e história concreta nestas doutrinas).


Aproveito este ensejo para registrar aqui minha opinião pessoal e a qual defendo no meu Portal:

"Não se deve ler "Orixá de cabeça" para o público geral que não entende a responsabilidade deste saber. Por isso, não considero correto um cidadão que tem habilitação para o Jogo de Búzios (peneira de Ifá) fazê-lo "à torto e direita". Ao meu ver quem deve fazer esta leitura é a Mãe de Santo/ o Pai de Santo (termos populares para sacerdotes), aos seus filhos (médiuns praticantes) de suas casas (terreiros, centros, congás, etc) e no momento correto - pois é sim preciso preparo e estudo para compreender a responsabilidade desta informação".

Posta esta ressalva, nós, do Portal O Tarot da Bru, não acreditamos que a mediunidade deva estar ligada a uma religião, assim como não achamos que "mediunidade é coisa de espírita", e sim uma condição que todos temos e podemos aperfeiçoar.


A questão aqui é: se o Médium canaliza a energia de um cigano (como é meu caso, aqui no Portal), por exemplo, o mesmo tem a obrigação astral de ter bases de estudos e vivência para respeitar e aplicar tal exercício; E muitas vezes tal estudo tem relação com doutrinas religiosas (que ofertam ensinamentos), contudo, cabe a cada qual buscar tais conhecimentos e aplicá-los de forma universalista, ou seja, sem fazer alusão ou dar ensejo à práticas religiosas - quando no caso de uma leitura de tarot que não é feita dentro de um terreiro de Umbanda, por exemplo.


Isso se chama respeito às doutrinas e por isso fica aqui o meu alerta sobre pessoas que, mesmo atuantes em doutrinas religiosas, quando fora destes ambientes, falam sobre Pombagira, Exú e Ciganos fazendo alusão à religião. Se há uma hierarquia e uma estrutura para a prática da mediunidade com estes guias ligados à religiões, as mesmas devem ser feitas nos templos, durante os eventos religiosos e com as devidas supervisões. No mais, continuo a defender que não há prática séria e respeitosa que desobedeça a estas premissas tão básicas.


Por isso o cigano Ygor, a exemplo, sempre nos traz ensinamentos universalistas e nunca se apresenta como representante de doutrinas e é comum em nosso Portal a miscigenação de culturas religiosas (atendemos evangélicos, católicos, budistas e por aí vai). E por isso também, eu, como médium que dou condição para a existência dele, tenho o dever de estudar e entender cada vez mais sobre a cultura universalista e esotérica que me dá abertura para o exercício da minha mediunidade sem atrelá-la à religiões, assim como sem querer ter atos que desrespeitem quaisquer doutrinas e suas respectivas hierarquias.


Como identificar se um Médium Holístico é de confiança?


Independente da crença religiosa/astral de alguém, toda pessoa que se presta à se desenvolver espiritualmente parte de uma mesma premissa: estamos todos sob a Lei Maior do Livre Arbítrio.


Livre arbítrio significa, em termos mais simples, que todos nós temos total poder sobre as nossas escolhas, decisões, crenças, pensamentos e atitudes. Assim sendo, até mesmo o ato de "ser influenciado" passa a ser um argumento de subterfúgio, ou seja, não somos influenciados e sim nos deixamos influenciar (livre arbítrio).


Ao direcionar o nosso raciocínio para a premissa da Lei Maior, podemos analisar os seguintes pontos antes e durante a nossa sessão com um médium que joga tarot ou com um médium que joga búzios para nós, por exemplo.


Ao meu ver estes são os pontos para análise:


a) Somos todos médiuns, contudo se eu recorro a um médium para ler tarot para mim, devo entender se ele se dedica à mediunidade mais do que eu a ponto de ter um maior acesso às mensagens/orientações astrais.

Como analisar este ponto: Confira os conteúdos postados nas redes sociais do médium que joga tarot. Perceba se há a intenção de ajudar ao próximo com foco em melhoria (não em adivinhação ou de transferir a culpa para trabalhos espirituais). Perceba se há esforços gratuitos do mesmo em prestar à sociedade esclarecimentos relevantes (seja em podcasts, vídeos, artigos de texto e até mesmo posts em redes sociais). Não avalie a arte de um post, leia a descrição do mesmo, atenha-se à forma como aquele médium se expressa e qual a verdadeira preocupação que o mesmo tem em prover um conteúdo relevante para o Mundo.


Vou usar o meu conteúdo como exemplo, pois sou extremamente séria com o exercício da mediunidade (link para o Instagram do Tarot):



b) Se eu acredito na Lei Maior do Livre Arbítrio, logo não é correto recorrer a Médiuns que dizem fazer "amarrações amorosas" ou "trabalhos espirituais". Eu confio que temos todos o mesmo direito de escolher ir ou vir, assim como temos o poder de escolher se a energia da inveja alheia é mais poderosa do que a minha energia de amor próprio.

Como analisar este ponto: pergunte a si próprio o que falta para si, se é atitude para mudar algo que te incomoda e ter uma uma vida mais pró-ativa ou se a solução está em fazer um "trabalho espiritual" que promete fazer um "milagre" e te deixar na zona de conforto te impede de evoluir.


c) Algumas atividades mediúnicas que têm relação com o campo de Terapias Alternativas/ Terapias Holísticas, como é o caso no nosso Portal da Leitura de Tarot com a Bru (vulgo eu), da Sessão de Mesa Quântica Estelar da Emi ou o Jogo de Búzios Esotérico feito pelo Dan, devem ser remuneradas, pois ao nosso ver há uma dedicação de tempo, mente, corpo, infraestrutura, conhecimento e preparo que tomam boa parte do dia (e todos precisamos nos manter). Entretanto, e embora não haja uma lei que exija isso, há uma premissa de caridade em toda a prática de mediunidade, e não por esta ser um dom (porque o dom de cozinhar também requer prática), mas sim por ser este trabalho um exemplo importante para a sociedade sobre a construção de uma corrente de bem. Por isso, avalie quais são as atividades sociais/filantrópicas executadas pelo médium holístico que você está a considerar.

Como avaliar este ponto: pergunte diretamente ao mesmo sobre tal prática e peça evidências (não custa, né?), confira suas redes sociais e pesquise sobre a relação do médium junto às frentes de caridade.


Aqui no Portal O Tarot da Bru, por exemplo, temos trabalhos ativos de doações, assim como o meu Projeto Social chamado Como Somos X, que auxilia de forma 100% filantrópica ONGs, desde sempre (:


Assista ao vídeo gravado pelo presidente da ONG Moradores de Rua e Seus Cães, Edu Leporo, sobre a nossa ação fixa junto a esta ONG brasileira, que atua em 17 cidades do Brasil:


d) Um Médium responsável não faz adivinhação e sim presta orientação, posto que sob a Lei do Livre Arbítrio todos temos a condição de mudar o nosso futuro.

Como analisar este ponto: Confira os feedbacks recebidos por este Médium e entenda em qual destas duas classificações os seus serviços se enquadram. Entenda de uma vez por todas, Médium holístico sério recebe feedback diariamente e obviamente posta/divulga - pois sabemos da importância sobre "dar segurança ao consulente que confia a sua intimidade a nós".


No meu Instagram do Tarot, tanto como no Facebook do Tarot e até mesmo na ficha do Google e no canal do Youtube do Tarot há mais de 750 feedbacks em menos de 3 anos de leitura de tarot - clique nos links acima para conferir e compreender melhor o argumento deste tópico.




e) Durante a sua sessão perceba a veracidade do serviço executado.

Como analisar este ponto: Peça ao Médium que primeiro faça uma abertura (introdução) sobre você, antes de falar dos seus problemas/dores que te levaram até ali - é assim que fazemos em nossos serviços holísticos aqui no Portal - e perceba o tom de pessoalidade e profundidade do que está a ser passado para você. Argumentos iniciais como "você é uma pessoa muito invejada", "minha Nossa, como você tem inimigos" ou coisas do tipo costumam ser grandes sinalizadores de emboscadas! *Eu já desistiria do restante da consulta, neste instante, se da ocorrência (*é apenas uma expressão de opinião particular).


f) O Médium fala em nome de Pombagira fora de um templo e sem habilitação e estudo para tanto? Fuja! Geralmente este tipo de atitude só corrobora para a desconstrução da verdade da Umbanda - pois Exú, Pombagira e Ciganos não fazem o mal e nem podem mexer na Lei Maior.


Acho que é isso (:


Espero ter conseguido te ajudar com a sua busca por profissionais sérios e que usam a mediunidade como fator de auxílio para orientação de terceiros, de forma holística e universalista.


Quando se tratar de orientações para a sua vida, por favor, recuse adivinhações - é pífio pensar que está tudo escrito nas estrelas e que estamos todos aqui apenas para contracenar. Eita filminho difícil este, né (risos)?!


E sobre trabalho espiritual, que me desculpem quem faz e quem procura esse tipo de coisa com a intenção de fazer o mal, mas na minha concepção trabalho espiritual é:


"Amar ao próximo como a ti mesmo e respeitar o Livre Arbítrio que impera sobre cada um".

Obrigada por ler, foi um gosto escrever para você !


Deixe seu comentário caso desejar.

Bru

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